Oficina analisa os manifestos artísticos do início do século 20
17 DE agosto DE 2022
Crédito: Thales Estefani Entre os dias 9 e 30 de agosto, os participantes da oficina Estudo do Manifesto de Vanguarda vão analisar os textos de manifestos desde sua origem política até chegar aos movimentos literários e artísticos do século 20. As aulas ministradas pelo professor de Literatura e Teoria Literária da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Marcelo Moreschi, propõe uma reflexão histórica e teórica sobre o gênero, a partir de sua origem no campo política radical e apropriação pela arte até chegar ao uso (ou recusa) do estilo pelo movimento modernista. Além disso, durante os encontros, os alunos participam de uma oficina de escrita de manifestos.
O texto de manifesto não é um ensaio, é um texto revolucionário que invoca mudanças, mostra insatisfações e é, muitas vezes, polêmico. “Nas artes, o manifesto tem a função de marcar o início de um novo movimento, é uma espécie de fundação de uma corrente em rompimento com o estilo anterior. Ma sé importante ressaltar que ali o sujeito ainda não está constituído, a assinatura só vem depois, com a adesão dos artistas à nova proposta”, explica o professor.
Na primeira aula, os participantes analisam o Manifesto Utópico-Ecológico em Defesa da Poesia & do Delírio, do poeta Roberto Piva. O segundo encontro, apresenta a invenção do manifesto moderno, com leitura e discussão do “Manifesto do Partido Comunista”, de Marx e Engels. O terceiro dia é reservado para apresentar a apropriação do manifesto nas artes, com a leitura do “Manifesto Futurista”, de F.T. Marinetti, e do Manifesto Dadaísta, que inaugura o movimento Dadá, escrito por Hugo Ball. No encerramento da oficina, os alunos discutem o filme Manifesto, de Julian Rosefeldt, de 2017, além da leitura e discussão de manifestos da vanguarda portuguesa e brasileira.
A oficina Estudo do Manifesto de Vanguarda é realizada em parceria com a Unifesp e integra o projeto Literatura Brasileira no XXI.
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