O modernismo e a arquitetura
19 DE abril DE 2022
Crédito: Marcelo Dacosta Os novos ares trazidos pela Semana de Arte Moderna de 1922 não impactaram apenas a literatura, a música e a pintura. A arquitetura brasileira clássica da época também passou por um processo de repaginação nas mãos de arquitetos modernistas, como Gregori Warchavchik, Lúcio Costa, Le Corbusier, Lina Bo Bardi, Oscar Niemeyer, entre outros. A oficina Moderno por acaso? Literatura e Arquitetura, ministrada na BVL nos dias 5, 13, 19 e 26 de abril, pelo arquiteto, professor e escritor Humberto Pio, tem como objetivo destacar os pontos de conexão entre a literatura produzida pelos modernistas e o novo estilo arquitetônico que nascia naquele momento.
Promovendo um passeio pelas construções da São Paulo de 1920, em especial pelos locais frequentados pelos artistas do movimento, como o Hotel Esplanada e a Villa Kyrial, residência do intelectual José de Freitas Vale, o professor apresenta o processo de ruptura dos projetos tipicamente coloniais, inspirados na arquitetura francesa, e a busca por uma identidade nacional também nos edifícios, museus, teatros e casas brasileiras. “Pouco se fala sobre a arquitetura na Semana de Arte Moderna. Por isso, nomes como Antônio Garcia Moya, que apresentou 18 trabalhos no evento, e Georg Przyrembel são pouco conhecidos por aqui”, diz Humberto Pio.
Os textos literários da época também revelam aspectos importantes da arquitetura da cidade. Por isso, a proposta das aulas é traçar um paralelo com as obras de alguns autores, como Mário de Andrade, Joaquim Cardozo, João Cabral de Melo Neto, Oswald de Andrade e Manuel Bandeira. No último encontro, os participantes são convidados a apresentar um texto (poema, crônica, conto, ensaio etc.) inspirado nas temáticas abordadas durante as aulas on-line. A oficina faz parte do projeto Literatura Brasileira no XXI, realizado em parceria com a Unifesp.
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