A poesia dos modernistas
10 DE fevereiro DE 2022
Crédito: Eliane Paradela Arakaki A Semana de Arte Moderna de 22 aconteceu em São Paulo, mas as criações modernistas já tinham raízes em vários estados brasileiros. Os bastidores da cena poética dos anos 1920 no Brasil é apresentado na oficina do professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo, Leandro Pasini, realizada entre os dias 8 e 17 de fevereiro.
A partir de leituras livres de poemas da época, os participantes debatem o conteúdo e significado dos textos, carregados de simbolismos e questões complexas. “A marca dos modernistas era fazer algo totalmente inovador, chocante, bem diferente do modelo europeu que imperava na época”, diz o professor. Como resultado, a maioria das obras não eram compreendidas e, por isso, duramente criticadas pelo público.
Dividida por territórios, a oficina apresenta no primeiro dia os poetas e revistas literárias de São Paulo e Rio de Janeiro. O segundo encontro é reservado aos escritores de Porto Alegre e Belo Horizonte; o terceiro, ao grupo de Recife e Fortaleza; e, por último, Belém. Após discorrer por todas as obras e esclarecer os regionalismos contidos em cada texto, a oficina pretende formar um mapa poético do Brasil o a partir da produção modernista criada em diferentes pontos do país.
Além de trazer um olhar mais profundo e analítico sobre os poemas, Leandro Pasini apresenta aos participantes materiais pouco conhecidos do modernismo brasileiro em sua expressão poética, como revistas, jornais, cartas e livros. Entre os poetas de destaque estão: Mário de Andrade, Luís Aranha, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Augusto Meyer, Rachel de Queiroz e Bruno de Menezes.
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